
Era uma vez um livro que não queria ser lido. Sempre que alguém o abria, ele fechava-se sozinho.
Tenho que arranjar uma solução! Ele é um livro interessante que fala de pássaros, só que enfim, não quer ser lido!
Fui à farmácia ver se eles me vendiam um medicamento para livros rezingões. Ora não me deram nada.
-Como te chamas? -perguntei eu ao livro.
- Eu sou o Rezinga.
-Rezinga? Eu vi logo o porquê do nome porque é tão rezingão!
Escuta uma coisa: vais comigo ao MODELO- disse eu.
Mas, ele impondo o seu respeito, disse:
- Só vou se eu quiser!
-Então vou sozinha - disse eu.
-Não, espera, vou contigo - disse o Rezinga.
Nós fomos ao sítio da loja de pássaros e o Senhor esqueceu-se de como eram os periquitos.
Eu disse ao livro que era a última oportunidade dele, mas ele não se quis abrir. Eu fiz mais força do que o livro e ele abriu-se mesmo à minha frente.
Agora, quando preciso de alguma coisa vou pedir-lhe e digo assim, na brincadeira:
- PIU! PIU! TRAS O LIVRO E ABRE-TE NUM CORRUPIO!
Inês Pisco, 3.º ano H, EB1 de Montemor-o-Novo n.º 1