BIBLIOTECAS ESCOLARES


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Era uma vez um fábrica onde se montavam ideias. Vinham, as ideias, em pequenas palavras - às vezes sílabas amontoadas - de diferentes cores e formas. Traziam recados das bocas das mães, dos silêncios das florestas, das vozes dos bichos, das cidades e das aldeias. Por tudo isto, pareciam peças de puzzles, muito difíceis de juntar... e não havia duas peças iguais.

Um dia, entraste na fábrica. Parecia-te estranho que de um edifício tamanho não se ouvisse um barulho de máquina ou um operário a gritar do piso de baixo para o piso de cima, expondo uma qualquer dúvida que tivesse tido quando compunha um texto: «Achas que faça parágrafo aqui?! A nova ideia não é totalmente uma novidade!!». Nunca é. Sabias? Tenho para mim que as ideias são puxadas como os meninos quando vão pela estrada em comboio, nos passeios da escola. O menino anterior na fila puxa o seguinte... e assim seguem sem que se percam!

Estavas lá dentro na fábrica. Foi fácil. A porta estava aberta; não porque alguém se esquecesse dela, mas porque não tivesse valido a pena fechá-la. As letras estavam quietas, esquecidas, com pó; umas deitadas de costas e outras de barriga; umas pelo chão, outras dentro das caixas ou em cima das mesas de montagem.

Subiste a uma cadeira, parecia-te que as palavras eram compostas em cima de mesas de gigantes, onde só os adultos chegavam. E afinal os adultos mostraram, abandonando a fábrica e as palavras, que não tinham mais nada a dizer ao mundo. Não precisaria, o mundo, das ideias deles?!...

Tu és pequeno. Estás em cima duma cadeira numa velha fábrica de ideias, abandonada. Não há gigantes que te apontem o dedo, num gesto firme de «sai já daí!!».Então, aproveitaste.

As tuas ideias, depois de prontas, saíram pela chaminé num fumo de vapor de água cristalina. Um curto «puff...» foi suficiente para desenhar no céu uma nuvem que tem passado pelo mundo a baixa velocidade; que se deixa ver e admirar.

Talvez, e antes que sejas grande, dês às ideias e às palavras que as descrevem um valor tal que as faça reactivar esta fábrica.

Nota: Vamos esperar que, de futuro, o mobiliário permita a participação de pessoas com menos de metro e meio.

António Xavier Ferreira, professor bibliotecário

Uma aventura na época dos Descobrimentos

Estava eu na minha saula de aula a aprender matéria de Estudo do Meio, a falar dos Descobrimentos Portugueses e, enquanto a minha professora falava da descoberta do Brasil, imaginei-me lá!
Encontrei-me precisamente na caravela onde viajávam, mas eu pensava que iria ficar na mesma em Portugal com os outros cidadãos. Então, começei a tremer de medo, e queria sair mesmo daquela minha imaginação, e prometer-me a mim própria que não voltava a pôr a cabeça na Lua durante as aulas, mas às vezes não consigo evitar! Enfim, tenho de ter calma para não me acontecer pior!
Reparei que os marinheiros estavam a papaguiar qualquer coisa sobre uns monstros gigantes e lembrei-me que a minha professora nos tinha ensinado que naquela altura eles imaginavam criaturas assustadoras e...
De repente, ouvi a voz da minha professora, ainda a dar a aula de Estudo do Meio.


Margarida Cachola 4ºJ EB1 Montemor-o-Novo Nº1

Abaixo a Roma, acima a Lusitânia

O meu nome é Miguel. Sou o líder dos guerreiros Lusitanos.
O meu general é Diogo mas, pelas outras aldeias, ele é conhecido por: torturador, massacre, o destruidor, e muitas outras coisas destrutivas.
- Meu comandante, as tropas estão prontas. Vamos finalmente acabar com o domínio de Roma! – disse o general Diogo.
Eu permaneci em silêncio. Depois respondi:
- Lidera o ataque. Leva 6.000 dos nossos soldados. Eu fico cá com os outros 4.000 para o caso de haver uma emboscada. - E foi isso que aconteceu. Os Romanos atacaram os «Montes Hermíneos» (actual Serra da Estrela), o nosso território. Fiquei indignado!
Contactei o meu general pela linha telefónica (Atenção! Naquela altura não havia telefones). ALELUIA, ele atendeu! Não foi «surdo» como das outras vezes:
- Acalme-se comandante.
- Dá-me um bom motivo para isso!!
- Aqui já só faltam aí uns 20, mas daqui a nada, vai ser só o César!!! Ahahahahah!!!! Vamos matá-lo, torturá-lo, massacrá-lo!!!!
- Certo, quando acabarem aí… ei, espera. E dos nossos, quantos morreram?
- Poucos, pouquíssimos, acredite. Adeus. Vamos já para aí.
Pouco depois, já eles tinham chegado para ajudar.
- Senhor, já cá estamos! Depois de termos acabado com as tropas, o César fugiu com o rabinho entre as pernas, eheheheheheheh!!
Foi um dia de luta intensa…ah, espera, ainda não disse quantos vieram inteiros. Bom, cerca de 5826 (é claro que não os estive a contar) mas o que conta é que passadas algumas horas, havia zero Romanos nas redondezas. Os que se tinham salvo, já iam a milhas.
- Que cobardolas!!!
E esta é a história de como eu e os Lusitanos vencemos os Romanos.


 Quando vencemos os Romanos
Ficamos muito felizes,
E assim se acabou
A guerra entre os dois países.

 
Vigiamos o nosso território
Não nos tentem fazer frente.
Guardamos tudo a sete chaves
Desde a manhã até ao poente.
 

Miguel Ferreira Dias. EB1 de Montemor-o-Novo n.º 1. 4.º ano, turma J.

Uma aventura no rio Minho

Olá!Sou uma garrafa de sumol, mas podem tratar-me Moli. Estou aqui para te mostrar como é o rio Minho.
Eu sei que é um bocado estranho uma garrafa mostrar-te um rio, mas também sabes que alguns dos rios estão poluídos.
Agora estamos em Espanha, nos Montes Cantábricos, onde nasce o rio Minho.
este rio tem vários afluentes e passa por várias povoações como,por exemplo: Melgaço,Monção, Valença e vai desaguar em Caminha.

Cuidado! Vem aí uma grande corrente e aqui começa a nossa aventura!
Estava eu numa bela esplanada quando, de repente, "splash". Mas onde é que eu estou? Um saco de plástico que por ali passava disse-me bem alto:
-"Estás no rio Minho".
- Rio Minho?- perguntei eu- Mas isso é água! Eu estou dentro de água? Mas não é aqui o meu lugar!
Depois de muitas voltas e trambolhões, de muita conversa com peixes, algas, pedras e outros tipos de lixo, pensei para comigo: "Vou ser guia turística!"


EB1 de Montemor-o-Novo nº1. Maria João Santos. 4ºJ

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Semear o texto: Da poesia à música. EB1 de Montemor-o-novo n.º 3.

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O Carnaval


O carnaval de 2011 é no dia 8 de Março .
Neste dia festeja-se também o dia da mulher e o dia de S. João de Deus .
O carnaval é festejado de muitas maneiras . Na minha terra fazem – se desfiles , bailes e concursos de máscaras . Em Torres Vedras é um pouco diferente : fazem-se desfiles com cabeçudos , eles chamam-se cabeçudos porque decidiram fazer-lhes a cabeça maior que o corpo .
No Brasil, o carnaval é celebrado com desfiles de escolas de samba onde ganha a melhor .
É época de fazer filhoses e pastéis de grão .
Na minha opinião, o carnaval é uma festa onde as pessoas podem passar-se por outras, por exemplo, eu mascarei-me de pirata porque gostava muito de o ser .
Emfim o carnaval é época de folia, de sair à rua com alegria e usar imaginação e poder ser-se quem se gostar de ser!
António Duarte Barrenho, EB1 de Montemor-o-Novo n.º 1. 4.ano, turma I

A irmã de Viriato


-Trimm!! Ora bolas! Estava na melhor parte! Mas sempre valeu a pena...
Eu sou a irmã de Virato (mas só hoje, porque acho que estou a dormir!). Não me vou beliscar, aliás, isto é um sonho fantástico!

Era muito feliz até ao dia em que chegaram as tropas romanas.

O meu irmão, Viriato, muito confiante disse que eles podiam ser mais, mas nós conhecemos melhor este território. Melhor que a palma da nossa mão!

-Nós vamos para trás de um monte e quando eles passarem, damos-lhes uma valente sova. E nunca mais irão cá meter os pés! – disse o meu irmão .

No entanto, enquanto eu passeava, o que vejo? Três dos melhores amigos do meu irmão a falar com o chefe de Roma. De repente, tive uma ideia. Sem contar nada ao meu irmão e, como sou mais avançada em tecnologia, vou construir uma máquina de lavagem cerebral anti-romanos. Tudo estava a correr às mil maravilhas.

À meia-noite quando eles preveêm matar o meu irmão, dou-lhes uma pancada com um pau e eles desmaiam no chão.

Olha! É meia-noite! Tenho que me apressar. Pam!!! Consegui. Agora , é só clicar no Play e já está .

Estão a dormir, pelo menos até às 8 horas.

Pensando melhor, porque é que eu não construo uma máquina que possa fazer com que nós e os Romanos nos juntemos e fiquemos amigos? Podíamos juntar algumas coisas nossas e outras deles! Mas ainda não pensei num pormenor: Como nos vamos chamar?

- Já sei! Lusimanos! Juntos não deixaremos que nada nos invada.

Uau! Espero bem que isto não seja um sonho... Posso ficar famosa como «aquela que criou a paz nas duas tribos». Há uma hora da noite, levo um por um e consigo…

Yes! Agora consegui e, para celebrar, estou a meio de um banquete.

Orgulho-me de não me ter beliscado! Adeus!!!

E.B.1 de Montemor-o-Novo nº1. Carlota Mira Brejo.4ºJ.

O meu Carnaval de 2011

Vou contar como foi o meu Carnaval de 2011.
Eu ia vestida à anos 20 para a escola e a professora perguntou se foi a minha mãe que fez o fato e eu disse que sim.
Depois, passado algum tempo nós fomos para o Parque Urbano. Fizemos o jogo, caça ao tesouro e depois voltamos para a escola e a minha mãe foi-me buscar e foi aí que eu perdi a boquilha.
No domingo a minha tia Dora e o meu tio Bruno vieram cá almoçar e a minha tia Dora também me pintou a cara. Da parte da tarde eu fui à Carlista e a minha mãe, a minha tia e o meu tio foram-me ver . Poucas horas depois apareceu a minha tia Susana e o meu primo Rodrigo ,depois os meus avós da parte da mãe. Já me ia esquecendo, o António Duarte estava lá e também é importante dizer que eu ganhei o concurso de máscaras com mais 2 meninos. Um mascarado de espantalho e outro de estudante. É pena que terça-feira não houve aquela tal marcha, pela cidade que iam todos mascarados mesmo assim aproveitei, fiquei no sofá a ver televisão e na quarta-feira estive a fazer a composição sobre o carnaval e é assim que acaba o meu carnaval 2011.


E.B 1 de Montemor-o-Novo n. 1º Ana Catarina 4º.ano I


Março, Marçagão


Vem aí o mês de Março, que nos traz manhãs de inverno e tardes de verão. Traz ou trazia, porque isto dos provérbios... muitos deixaram de ser verdadeiros! O Homem, com os seus avanços na tecnologia, derruba, por vezes, a Mãe Natureza.
Dia 21 de Março, é o dia da árvore. Da árvore que nos dá sombra para nos proteger do calor, da arvore que nos dá os seus frutos tão frescos e saborosos... Nesse dia, vamos todos plantar uma e cuidar dela. Elas, as árvores, são também importantes porque recebem o dióxido de carbono e transformam-no em oxigénio. Vamos todos cuidar delas para que o nosso mundo seja cada vez melhor.
Uma árvore é um amigo e que devemos bem tratar.

EB1 de Montemor-o-Novo n.º 1, 4ºano I, Maria Isabel Nunes

Fantasia III



Num dia muito bonito, uma menina chamada Sofia passava pelo
parque e encontrou uma flor muito grande, rodeada de muitas
outras flores minúsculas. Mas aquela era enorme!...
Como a Sofia tinha acabado de almoçar, então dormiu uma bela sesta, tapada com uma pétala e à sombra de uma folha muito grande que parecia a sombra de uma árvore.
Sofia teve um sonho. Sonhou que todas as flores eram muito pequenas, menos aquela; os pássaros eram gigantes, tal como a flor. Parecia a pré-história.
De repente, Sofia ouviu uma voz que ela tão bem conhecia... Era a sua mãe.
- Sofia, vem lanchar! - exclamou a mãe.
Ela acordou, foi lanchar e contou o seu sonho.
Tinha sido um daqueles de muita fantasia.

EB 1 de Montemor-o-Novo n.º 1. 4 ano I, Laura Vaqueirinho

Fantasia II


Era uma vez um menino chamado Tom. Ele não tinha amigos para brincar.
Numa sexta-feira à tarde, o Tom ia passear no parque e, perto de uma árvore, encontrou um ovo, mas um ovo muito grande... e levou-o para casa.
Quando chegou a casa, colocou o ovo sobre uma mantinha e ficou a olhar para ele até que a casca do ovo começou a quebrar-se deixando ver um pequenino dinossauro a que o menino deu o nome de Techam.
No dia seguinte, na escola, o Tom deslocou-se à biblioteca para ver em um livro qual era a espécie daquele dinossaurozinho. Descobriu que era um quetzi... um dinossauro voador.
Meses depois, quando o dinossauro já era adulto, o Tom dava passeios com ele; iam ao jardim zoológico ver as aves de rapina parecidas com ele...
Tornaram-se grandes amigos desde então!

Ellyan Alves; EB1 de Montemor-o-Novo n.º 1; 4.º ano, turma I.

Fantasia I


No meu mundo da fantasia, eu sou uma cantora de muito sucesso. Sou bonita e talentosa!
Tenho uma agenda cheia de concertos e de programas de televisão; tenho muito dinheiro e posso comprar tudo aquilo que quero.
O meu guarda roupa tem muita roupa linda, muitos sapatos e botas e muitos adereços...
Sou muito feliz! A minha família é muito unida, somos muito solidários e gostamos muitos de ajudar quem precisa.
Neste Natal, vamos ajudar os mais necessitados e os que têm fome.
Eu gosto muito do que faço!

Ana Raquel Mira; EB1 n.º 1 de Montemor-o-Novo, 4.º ano, turma I.